Sabe, tem horas que eu me impressiono com as qualidades de bandas. Tem algumas bandas que se separam, cada um vai pra um lado e fica uma merda. Tem aquelas que se separam e voltam e ficam boas, ou pioram de vez. E tem aquelas que se dividem em duas de ambas qualidades. Foi o que aconteceu com o The Libertines. Sim, eles eram uma banda boa ao meu ver, e, apesar da relação entre tapas e beijos (talves literalmente) de Carl Barat e Pete Doherty, os dois desenvolveram duas bandas excelentes. Pelo lado de Pete, temos o Babyshambles, e pelo lado de Carl temos o Dirty Pretty Things, que eu vos falarei neste post.
O DPT, tem um som que realmente lembra muito o Libertines, seja pela voz marcante de Carl, ou pelas melodias enlouquecidas que parecem que foram formadas numa noite regada a bebedeiras em pubs londrinos. Mas devemos admitir também que, Carl precisou da ajuda do ex-libertino, Gary Powell, que faz um trabalho impécavel atrás da bateria do DPT, e as guitarras de suporte de Anthony Rossomando, que também já foi um “Libertino por um dia”. Ou deveria dizer por alguns shows, afinal ele substitui Pete Doherty após o subito piti, que fez o mesmo fundar o Babyshambles. E completando a escalação, temos no baixo Didz Hammond, que veio do um tanto disconhecido The Cooper Temple Clause. Apesar de desconhecido uma informação adicional que não pode passar despercebida. Didz foi eleito a Trigesima-Quarta pessoa mais legal do mundo, apesar de ter um nome um tanto quanto exótico, diga-se de passagem.
Falamos da banda, mas falemos do que essa banda tem de tão especial.
Dirty Pretty Things parece uma evolução natural do The Libertines, com um ar menos drogado, ainda assim com elementos que nos fazem sentir a música fluir naturalmente. Como diz uma amiga minha, “são declarações sinceras de música“. Pelo menos ao meu ver.
São declarações tão sinceras, que algumas das músicas se dirigem especialmente para Pete Doherty. A maioria parecem cartas de amor. Mas não qualquer amor, aquele amor que flui da amizade. Da amizade criada entre Carl e Pete. No caso, Carl, sempre perdoou Pete, quando este aparecia bêbado, drogado, entre outras coisas. E ele diz que tudo que ele fez, foi pela amisade. A maioria das letras mostram que, aparentemente Carl, nunca mais vai perdoar Pete, mas nas mesmas letras que ele diz isso, metaforicamente ele demonstra que o sentimento amistoso dentro dele é mais forte e ele vai acabar o perdoando.
Mas as músicas nem sempre falam sobre essa relação de amor e ódio dos dois. Grande parte das músicas falam de situações cotidianas da vida como “If you love a Woman“.
“If you love a woman you mustn’t beat her
And if you love another I’d like to meet her”
Claramente Pete, pede para que se você tenha uma amante, você apresente a sua oficial para ele. Assim vocês tem algo mais em comum além da amizade.
Tiradas incomuns, relações de amor e ódio, metaforas, melodias rápidas e fortes seguidas de back-up vocals bem posicionados. Pode parecer uma descrição de um musical ou uma novela, mas isso é a vida do Dirty Pretty Things.
Bang Bang, You’re Dead – Dirty Pretty Things
No meu próximo post:
Doherty, Babyshambles, e a resposta musical de Pete para Carl e para o Libertines!
Até lá pessoas, se cuidem! E curtam o material do blog que vai vir muito mais coisa por ai. E comentem! Isso sempre dá aquele gás a mais pra gente!
Postado por Mark
Eu acho o trabalho do Carl mais interessante que o Libertines, acho que porque se parece mais maduro e menos “drogas na veia”. Porém o Libertines tem seus momentos de glória em certas ocasiões.